13 de janeiro de 2017

O Que é Marketplace?

Se você anda lendo alguma coisa de e-commerce você com certeza leu: marketplace.


Marketplace nada mais é que um local onde se faz comércio de bens e serviços. A palavra é uma junção:
Market = mercado e Place = lugar. Um espaço de negócios né? Esse espaço pode ser virtual ou físico dos termos ingleses market, que significa "mercado" e place, que significa "lugar". O mercado pode acontecer em um espaço físico (real) ou em um espaço virtual.

A tendência, ou melhor a realidade hoje é o Marketplace no mundo virtual, no e-commerce.

O Que é Marketplace?
Esse modelo começou no Brasil em 2012 através de grandes lojas virtuais e ganhou força expressiva no mercado nos últimos anos.

O marketplace é um modelo de negócio, no e-commerce que se assimila aum shopping físico. Ou seja, assim como no shopping, o site de e-commerce oferece uma estrutura para diversos "vendedores", um único lugar onde consumidores encontram diversos produtos, de diversos segmentos e marcas.

Esse modelo de negócio foi popularizado no mundo através da Amazon dos EUA, que até hoje é a maior referência no assunto.

No Brasil já são várias as empresas que praticam este modelo de negócios virtual: Submarino, Americanas, Shoptime e os famosíssimos Mercado Livre, OLX entre outros.

Basicamente abaixo está representada a logística do marketplace:
1. Vendedores que colocam seus produtos em sites;
2. Compradores que fazem compras na internet;
3. O site que trabalha no modelo de marketplace se encarrega da venda;
4. O vendedor envia o produto para o comprado.

Por Que o Marketplace no E-commerce Cresce Tanto Assim?
Digamos que você tenha uma loja física, tenha um produto bacana e queira 'se aventurar' no mundo virtual...

Você tem duas escolhas, criar um site de e-commerce, começar do zero e tentar fazer seu site prosperar.

A outra opção é colocar seu produto em uma loja virtual já existente, com bons acessos e que trabalhe com este modelo de marketplace.

Iae, o que você faz?

Imagino que a segunda opção seja a mais interessante, no mínimo lhe trará uma grande visibilidade.

No marketplace virtual, o preço do produto é sempre definido por você e a entrega das mercadorias é de sua responsabilidade.

11 de janeiro de 2017

Teoria da Vaca Roxa

Será que as empresas hoje sobrevivem fabricando os mesmos produtos para massas de consumidores que passam despercebidos entre o resto?
Se os produtos de uma empresa são comuns, por mais que ela deseje anunciar como a solução para os problemas das pessoas, ela terá problemas...

Se você quer se destacar de seus concorrentes, esqueça a ideia de aparecer em todo lugar! Simples, concentre-se em ter um produto ou serviço extraordinário, concentre-se na experiência que seu cliente vai viver consumindo seu produto ou serviço.
Esse produto ou serviço extraordinário é a sua Vaca Roxa! Sua Vaca Roxa que se destaque num pasto no meio de um monte de vacas iguais.

A Vaca Roxa de Seth Godin
Seth Godin é o autor de ótimos livros como "Permission Marketing" e "Marketing Viral". Atualmente, é considerado um dos grandes visionários do mercado.

No seu livro de 2003, Seth Godin conta a história seguinte:
"Durante uma viagem pela França há alguns anos, ele e sua família estavam encantados pelas centenas de vacas que povoavam as pastagens encantadoras ao lado da estrada.
Seth Godin
Por dezenas de quilômetros, olhavam pela janela, maravilhados pela beleza deste cenário. E então, dentro de alguns minutos, começaram a ignorar as vacas.

As novas vacas que iam aparecendo eram exatamente como vacas que a gente já tinha visto, e aquilo que tinha sido incrível agora era comum.


Pior do que comum: entediante".

Com essa história, Seth Godin nos apresenta justamente um dos principais problemas que afeta o marketing moderno, algo que sempre falo para os meus alunos: na sua maioria, os produtos são iguais e não oferecem nada realmente diiferente ao cliente.

A definição do próprio Seth Godin para vaca roxa:
"Uma vaca roxa é um produto, um serviço ou uma empresa que é única e notável. É algo que cativa sua atenção e não a solta, e leva você a falar dele com todo mundo".

Ou seja, a Vaca Roxa é a estratégia máxima de diferenciação.

A Importância Em Possuir Uma Vaca Roxa
Hoje a variedade de opções de produtos e serviços é enorme, as pessoas tem cada vez menos tempo de ficar escolhendo, provando, testando... Há algumas décadas a coisa era diferente, a oferta era bem menor e as pessoas tinham mais tempo...
Quando aparecia algo diferente, inovador (Vaca Roxa) chamava muita atenção...

Hoje, as alternativas estão muito acessíveis aos consumidores através da mídia. E será que todo seu esforço em mostrar seu produto ou serviço chega até seu público? Será que ele está interessado? Será que tem tempo de ficar analisando?

Marketing de Nicho
Godin explica a importância nos dias atuais de se detectar pequenos nichos de mercado, onde existam clientes que geram muito lucro e são capazes de transmitir a mensagem da empresa a mais clientes.

Direcionar produtos e anúncios para grandes massas de clientes é perda de recursos... Tempo e dinheiro.

Apple, Uma Vaca Roxa?
Desde sua fundação, a Apple sempre foi uma criadora de Vacas Roxas para o mercado, sempre lançando produtos inigualáveis. 

O iMac seduziu a todos com seu gabinete translúcido e cores vivas. Isso nunca tinha sido visto no mundo da computação.

O iPod deixou todos pasmo pela sua capacidade de armazenagem, interface impecável e design arrojado.

O iPhone revolucionou o mundo das comunicações, colocando no bolso de todos um produto que servisse de toca-disco, telefone e aparelho de comunicação internet.

E por aí vai... Se existe no mundo uma empresa que sabe desenvolver Vacas Roxas, é a Apple.

Em resumo, uma vaca roxa detém, essencialmente, um monopólio. E um monopólio permite cobrar preços diferenciados, pelo fato de não existir concorrência, pelo menos por um certo tempo.

4 de janeiro de 2017

Eficiência e Eficácia, Qual a Diferença?

Peter Drucker, o pai da administração moderna, define os termos da seguinte forma:

“A eficiência consiste em fazer certo as coisas: geralmente está ligada ao nível operacional, como realizar as operações com menos recursos – menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc…”

“Já a eficácia consiste em fazer as coisas certas: geralmente está relacionada ao nível gerencial”.


Eficaz tem sua origem na palavra em latim efficax e se refere a alguém ou alguma coisa que produz o resultado ou efeito esperado.

Eficiente tem sua origem na palavra em latim efficiens e se refere a alguma coisa ou a alguém que dá ou obtém bons resultados. Algo ou alguém competente e produtivo, que origina bons resultados com um dispêndio mínimo de recursos. 

Com a definição do Drucker e a explicação acima as coisas ficaram claras?? Se ainda não, da uma olhada no exemplo abaixo.

Exemplo de Eficiência x Eficácia
Digamos que você precise fazer uma viagem de Itajubá, no sul de Minas Gerais até Campinas no estado de São Paulo.

Pois bem, você será eficaz se chegar no seu destino, ou seja, sair de Itajubá e chegar em Campinas.
Porém, você será eficiente se utilizar o menor caminho. Analisando pelo quesito distância, uma vez que "N" outros fatores podem influenciar o percurso de uma viagem.
Acima no mapa você observa claramente isso. Saindo de Itajubá e chegando em Campinas você é eficaz, cumpriu o proposto, sem se importar com o caminho, tempo de viagem, gastos. Agora se você utilizou o caminho marcado em azul, é bem provável que além de eficaz você fez uma viagem eficiente.

Basicamente a coisa se resume no gráfico abaixo. Analisando com exemplo acima: 
» Sair em viagem e chegar em Campinas por um caminho maior = Fazer o certo do jeito errado;
» Sair em viagem e chegar em Campinas pelo menor caminho = Fazer o certo do jeito certo;
» Sair em viagem e não chegar no destino Campinas = Fazer o errado do jeito errado;
» Sair em viagem pelo menor caminho e não chegar no destino = Podemos analisar como Fazer o errado do jeito certo.


2 de janeiro de 2017

Seleção de um Segmento de Mercado

As empresas de mais sucesso, normalmente são aquelas que selecionam adequadamente o mercado onde irão atuar.


Basicamente, depois da avaliação dos Segmentos de Mercado, a empresa deve considerar cinco modelos para selecionar aqueles que pretende atingir. Com base nisso, a mesma deve adotar o modelo mais adequado para o atingimento dos seus objetivos, com isso a empresa deve escolher:
1. Manter o foco em um único segmento;
2. Trabalhar em vários segmentos;
3. Focar em um produto específico;
4. Focar em um mercado específico;
5. Trabalhar o mercado total.

Concentração em Um Único Segmento
Com o foco em um único segmento a empresa adquire um conhecimento profundo das necessidades dos seus clientes, com isso aproveita as economias operacionais devido a especialização na produção, distribuição e promoção dos seus produtos e serviços. 
Se com isso a empresa conquistar a liderança do seu mercado alvo, normalmente pode obter um alto retorno sobre o investimento (ROI).
Exemplo Prático: a Porsche que se foca no mercado de carros esportivos.

Especialização Seletiva
Neste modo a empresa seleciona um número de segmentos que sejam atraentes e apropriados.
Não existe a necessidade de relação ou sinergia entre eles. Esta estratégia de "multi-segmentos" tem como principal vantagem, a diversificação dos riscos da empresa.

Especialização por Produto
A empresa se especializa em um produto que possa ser vendido em vários segmentos.
Nesse modelo de especialização por produto, a empresa constrói uma sólida reputação na sua área. Porém, existe o risco de que esse produto seja substituído por uma tecnologia totalmente nova.
Exemplo Prático: Uma empresa de microscópios.


Especialização por Mercado
A empresa opta por atender um grupo de cliente específicos, como por exemplo, instituições, universidades, hospitais ou igrejas de uma determinada área (Segmento Geográfico).
Com isso, a empresa consegue ótima reputação nessa área, com esse grupo de clientes.
Exemplo Prático: A empresa de microscópios acima também comercializar tubos de ensaio, lâminas de vidro e demais itens para laboratórios, escolas, etc.

Cobertura Total do Mercado
Uma empresa que usa esse tipo de abordagem busca atender a todos os grupos de consumidores oferecendo todos os produtos que eles possam precisar. Apenas empresas muito grandes podem adotar uma estratégia de cobertura total de mercado.
Para isso, utilizam o Marketing de Massa.

21 de dezembro de 2016

Qual a Diferença de Necessidade e Desejo?

Segundo o guru, "As necessidades humanas são o ponto de partida do marketing". E quando se fala em necessidades vale lembrar a Pirâmide de Maslow.


As necessidades quando "particularizadas" acabam se transformando em desejos.
Um exemplo muito simples: uma pessoa tem a necessidade de se vestir. Essa necessidade pode ser suprida adquirindo uma blusa de uma loja popular qualquer, mas seu desejo é possuir uma blusa de grife comprada no shopping.

O psicólogo Maslow propôs ao mundo a hierarquia das necessidades, tendo por objetivo principal a autorrealização. Para melhor entender, ele dividiu as necessidades em uma espécie de pirâmide, onde temos: 
Quanto mais para cima na pirâmide, mais trabalhamos os nossos desejos, quanto mais na base, trabalhamos as nossas necessidades.

Os Profissionais de marketing devem atuar sempre tentando fazer com que o desejo se torne uma necessidade, fazendo com que o cliente gaste mais dinheiro.

A necessidade das pessoas é um estado de privação de alguma satisfação básica, como por exemplo fome, sede, cansaço... E essa privação provoca a motivação para o consumo, ou seja, suprir tal estado, ou tal necessidade.

Já os desejos são específicos de cada indivíduo, podem satisfazer uma necessidade e naturalmente podem ser moldadas de acordo com o grupo em que se vive, de acordo com a sociedade.

Imagine o cliente que tem necessidade por um produto X, mas deseja o produto Y.
O cliente tem necessidade de uma TV nova, e compra uma TV de 29". Ok, necessidade suprida. Mas na verdade ele queria uma TV LED de 60".