14 de fevereiro de 2017

Marketing de Cheiro?

O olfato é o sentido mais marcante dos humanos, tanto que quando uma pessoa sente um aroma novamente, é capaz de reviver todas as emoções sentidas anteriormente.


O uso de aromas com finalidade comercial foi usado pela primeira vez para manter os apostadores mais tempo diante das mesas de jogos nos cassinos de Las Vegas, EUA, ainda na década de 70.
Através da aromatização de um ponto de venda, por exemplo, é possível estimular o bem-estar do consumidor e a qualidade do ar, transformando o ambiente em um lugar mais agradável. Logo, pode-se aumentar o tempo de permanência do cliente no local e consequentemente a chance de consumo. Quanto maior a permanência do cliente na loja, maior a probabilidade de compra.

Uma fragrância, em harmonia aos demais elementos que compõem a atmosfera do ponto de venda, proporciona uma melhor experiência de consumo, fortalecendo a lembrança positiva sobre a marca.

» Aroma de menta e erva doce, por exemplo, reduz a sensação de estar em lugares fechados;
» Aromas frescos ou da natureza aumentam o bom humor;
» Aromas ozônicos dão a impressão de estar ao ar livre como em bosques e praias;
» Aromas marinhos proporcionam tranquilidade.

Quando você adota um aroma (agradável) para seu estabelecimento ou para sua casa, você estará despertando o olfato e criando uma nova identidade, a sua identidade olfativa.

Campanhas de Marketing Olfativo
O cheiro pode também incorporar campanhas publicitárias e eventos, como uma forma de chamar e reter a atenção do público. Tintas com cheiro, tiras de papel aromatizadas ou aromatização do ambiente da campanha ou evento são capazes de influenciar o comportamento e desenvolver laços entre o consumidor e a marca.

Veja um exemplo da utilização do Marketing Olfativo em uma campanha da Dunkin' Donuts.
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E são inúmeros os exemplos e aplicações... Empresas que desenvolveram fragrâncias específicas para lembrar o cheiro de carro novo... Bonecas Moranguinho...

11 de fevereiro de 2017

Termos Muito Utilizados no Marketing

Assim como diversas outras profissões, o Marketing também tem seus termos técnicos... Com certeza você já deve ter ouvido falar muitos deles, mas será que você conhece todos?

Conheça o significado de diversos termos muito utilizados no dia a dia de um profissional de marketing.

A maioria dos itens abaixo foi extraída do clássico Administração de Marketing, de Kotler e Keller.

AIDA: cada letra significa uma das etapas de um modelo de conversão: Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Ele é baseado no comportamento humano para tomada de decisão e utilizado para direcionar as ações do marketing de maneira mais focada em resultado.

Benchmarking: é o método sistemático de procura por melhores processos, ideias inovadoras e procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior.

Branding: é o conjunto de ações estratégicas que contribuem para o posicionamento e percepção de valor da marca de uma empresa perante aos seus consumidores.

Briefing: é o conjunto de informações, dados e instruções necessários para que uma tarefa seja executada. Dentro de uma agência de publicidade, por exemplo, é comum vermos a área de Atendimento, responsável pelo contato com os clientes, enviando briefings para a Criação, que irá desenvolver as peças gráficas da campanha.
Case: é a descrição de um trabalho realizado nas áreas de relações públicas, propaganda, marketing e marketing digital, durante ou após a sua execução. 

É uma análise que inclui pontos positivos, ações feitas, resultados atingidos e avaliação da eficácia das operações.

CRM (Customer Relationship Management): é uma integração de processos de produção, distribuição, vendas e marketing, de forma orientada ao cliente. Com isso busca-se conquistá-los, aumentar a satisfação dos atuais e estimular neles a fidelidade visando maior lucratividade para a empresa.

Comunicação Integrada de Marketing (CIM): conceito de planejamento de comunicação de marketing que reconhece o valor agregado de um plano abrangente.

Estratégia Pull (atração): o fabricante utiliza a propaganda e a promoção ao consumidor para induzi-lo a pedir o produto aos intermediários, fazendo com que estes o encomendem.

Estratégia Push (pressão): o uso da equipe de vendas e da promoção dirigida ao revendedor para induzir os intermediários a expor, promover e vender o produto aos usuários finais.

Fee: trata-se de um valor fixo mensal, pré-negociado como pagamento do cliente à agência pelo fornecimento de um pacote mensal de serviços.

Follow-up: expressão em inglês que significa fazer o acompanhamento de um processo após a execução de uma etapa inicial.  
KPI: o Key Performance Indicator (Indicador Chave de Performance) é usado para medir os resultados e o progresso com base nas metas determinadas. Os KPIs devem ser definidos de acordo com os objetivos finais do negócio, são métricas de controle.  

Marketing Viral: uso da Internet pelas empresas para criar um efeito boca a boca para atrair a atenção para seus sites. Envolve a transmissão de produtos, de serviços ou de informações desenvolvidos pela empresa de um usuário para outro.

Markup: determinação de preços mediante a adição de um aumento padrão ao custo de um item.

Market Growth Rate: é a Taxa de Crescimento de Mercado que uma empresa teve em um período de tempo.

Market Share: medida de nível ou grau de participação de uma marca ou produto em um dado momento no mercado

Proposta de Valor: conjunto de benefícios que as empresas oferecem aos clientes para satisfazer suas necessidades.

Prospect: é um possível cliente, que de alguma forma, já demonstrou interesse em determinado produto ou serviço.

ROI: a sigla para Return on Investment (Retorno sobre investimento) é a relação entre o dinheiro ganho ou perdido e o que foi investido nos esforços de marketing.

Sistema de Informações de Marketing (SIM): pessoas, equipamentos e procedimentos dedicados a coletar, classificar, analisar, avaliar e distribuir as informações necessárias de maneira precisa e oportuna para aqueles que tomam decisões de marketing.

Target: expressão utilizada para se referir a um público alvo.
Valor Percebido Pelo Cliente (VPC): diferença entre a avaliação que o cliente potencial faz de todos os benefícios e custos relativos a um produto ou serviço e as alternativas percebidas.

Vantagem Competitiva: capacidade de uma empresa de apresentar, em um ou mais itens, um desempenho que os concorrentes não podem alcançar.

Viralizar: termo usado para definir ações de marketing que se espalham rapidamente, geralmente na internet, e caem no gosto popular.

5 de fevereiro de 2017

O Que é Marketing de Guerrilha?

Marketing de Guerrilha é direto e as vezes até agressivo nas divulgações do que o "marketing água com açúcar", por isso faz jus ao nome que leva.

O nome foi criado pelo publicitário americano Jay Conrad Levinson no final dos anos 70, inspirado pela guerra do Vietnã. 


A ideia do marketing de guerrilha é aumentar o impacto da ação sobre o público alvo com investimentos baixos.
Daí a inspiração do Jay Conrad, os vietnamitas, mesmo com poder de fogo bem menor, conseguiram passar por cima das limitações usando táticas de guerrilha.

O marketing de guerrilha hoje está muito presente no mercado, grandes empresas como McDonald’s, Red Bull, Coca-Cola... Fazem o uso dessa técnica. No caso de pequenas empresas o marketing de guerrilha pode ser uma alternativa extremamente útil.

Marketing de Guerrilha x Marketing Tradicional
Talvez não haja tanta diferença assim em termos técnicos, em ambos os casos veremos anúncios que tentam atrair a atenção das pessoas para um produto, serviço ou ideia, o grande diferencial vem na abordagem.

Anúncios convencionais se tornaram uma distração facilmente descartável, ninguém quer ser incomodado por propagandas inconvenientes.
O marketing de guerrilha é feito para ser tão chamativo que se torne impossível de ignorar, criando acima de tudo uma impressão duradoura na mente dos clientes.

Naturalmente o foco está em provocar uma reação no consumidor ou mesmo por "cutucar" um concorrente de modo indireto.

Nas palavras do próprio Jay Conrad, "A essência do Marketing de Guerrilha é atingir os objetivos convencionais, como lucro e satisfação, por meio de métodos não convencionais, como investir energia no lugar de dinheiro"

Ações de Marketing de Guerrilha
Confira algumas criativas ações de marketing de guerrilha.

Em uma ação para o Halloween, o Burger King “fantasiou” uma loja em em Nova Iorque no Queens com grandes lençóis brancos imitando um fantasma do McDonald’s.

Em uma ação também para o Hallowen, a Pepsi "vestiu uma capa" para assustar as pessoas...

...A Coca-Cola, em pronta resposta acha que todo mundo quer ser um herói!!

Já viu os mini outdoors? Ação de divulgação do filme Homem Formiga.

Ação da LG com sua TV de alta definição, utilizando um telescópio.

A Peta – People for the Ethical Treatment of Animals, montaram uma falsa loja de artigos luxuosos feitos em couro na cidade de Bangkok.
A exposição conta com bolsas, jaquetas e carteiras feitas em couro, com uma surpresa dentro dos produtos.

1 de fevereiro de 2017

O Que é Marketing Espontâneo?

Nos últimos dias em especial, tivemos um caso de "Marketing Espontâneo" no qual o Gerente de Produto e Gerente de Marketing da marca devem ter ficado muito felizes. 


Vocês viram o vídeo abaixo?

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Catuaba Selvagem, viva o Marketing Espontâneo!!! Claro que não era o local nem o momento mais apropriado diga-se de passagem.

Algum tempo atrás o mito Sílvio Santos fez um marketing espontâneo também... Lembram?
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Mas iae, o que é Marketing Espontâneo???

As empresas hoje, leia-se antenadas, vivem preocupadas com sua reputação, a sociedade hoje cobra isso. Utilizar uma marca, vestir uma roupa, usar um determinado smartphone modifica a percepção dos outros, positivamente ou negativamente.

Quase todos nós já fizemos um "marketing espontâneo" ao sair de um supermercado carregando aquelas sacolinhas plásticas com a marca espantada.
Se formos para o mundo online, uma mensagem bacana, pode criar uma campanha viral, gerando um marketing espontâneo, gratuito!

Ações de marketing de guerrilha (meu preferido) normalmente acontecem fora das mídias convencionais, acabam  surpreendendo o público e consequentemente gerando conteúdo espontâneo nas mídias sociais.

Óbvio que a propaganda de um produto é importante e necessária, óbvio também que o "boca a boca" é muito eficiente.

23 de janeiro de 2017

O Que é o Ciclo de Vida do Produto?

Os produtos nascem, crescem, se reproduzem e morrem... Brincadeiras a parte a coisa é mais ou menos assim mesmo, entenda o "se reproduzem" como geram lucro, retorno e tudo está certo.


As empresas quando lançam novos produto no mercado esperam que esse produto seja aceito pelo público alvo dele, traga rentabilidade a empresa e ainda tenha uma vida útil longa, leia-se, fique no mercado por bastante tempo.
Por mais longa que seja essa vida, as empesas sabem que produtos não se vendem para sempre, ou seja, os produtos possuem ciclos de vida.

O guru, Kotler apresenta alguns pontos sobre dizer que os produtos tem ciclo de vida:

1. Os produtos têm vida limitada;
2. As vendas dos produtos passam por estágios distintos, cada um deles com desafios, oportunidades e problemas diferentes para as empresas;


3. Os lucros sobem e descem nos diferentes estágios do ciclo de vida do produto;
4. Os produtos necessitam de diferentes estratégias de produção, marketing, compras e recursos humanos e, também, financeiras, de acordo com cada estágio do seu ciclo de vida.

A grande maioria dos produtos tem seu ciclo de vida representado por uma curva em forma de sino, como essa mostrada a cima, você pode observar também uma analogia em relação ao lucro em cada ciclo de vida do produto apresentado em vermelho pontilhado.

1. Introdução: Esse período inicial se caracteriza por um baixo crescimento de vendas, o produto ainda não é conhecido no mercado. Normalmente nesta etapa quase não há lucros, os investimentos com a introdução do produto são pesadas.

2. Crescimento: Aqui sim!!! É o período de rápida aceitação no mercado e também melhoria dos lucros.

3. Maturidade: Já nesse período as vendas não crescem tanto mais, o produto já conquistou seus compradores potenciais. Nesse período também há uma estabilização ou declínio dos lucros, a concorrência é acirrada, uma vez que seu produto já está a um certo período no mercado.

4. Declínio: Basicamente neste período as vendas despencam juntamente com o lucro.

Clientes de Cada Ciclo de Vida do Produto
Os ciclos de vida dos produtos tem características diferentes, bem como seus clientes, observe abaixo:

Os Entusiastas são os primeiros do ciclo, estes assumem riscos na compra de novos produtos ainda com qualidade ou utilidade não comprovados, porém, este grupo exerce influência sobre os demais consumidores;

Os Visionários este grupo tem nos entusiastas uma referência;

Os Pragmáticos, esses costumam adotar novos produtos somente após verificarem um tal histórico de sucesso;

Conservadores,  não veem vantagens em adotar novos produtos, geralmente valorizam a funcionalidade e a praticidade do produto e são sensíveis ao preço.

Por fim os Céticos, são os inseguros em adotar novidades, não gostam de experimentar coisas novas e não seguem modismos.

O abismo mostrado na figura, pode ocorrer porque não é fácil convencer os consumidores pragmáticos e conservadores a comprar, eles precisam de comprovar valor, resultados concretos antes da compra.